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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma chance para seriados: New Girl



                                           


Olá!
Apesar de um pouco atrasada, aqui está a Uma chance para seriados com "New Girl"! Yay! o/

Na trama, a Jess (Zooey Deschanel), termina com o namorado e vai morar com três caras que ela conheceu pela internet. Eles são Schmidt (Max Greenfield), o metido a pegador, Coach (Damon Wayans Jr.), um treinador estourado, e Nick (Jake M. Johnson), o cara fofo que acabou de tomar um pé na bunda.

Então, abaixo vocês têm o resumo dos primeiros 4 espisódios da primeira temporada (é, o quarto episódio acabou saindo e eu pensei "nhaaa, por que não?") juntamente com minhas humildes opiniões.

1x01 - Pilot

Bem, nesse episódio acontece basicamente o que está no resumo da trama: Jess é traída pelo namorado babaca e vai morar com os rapazes. Ela fica bem deprê e assiste muito "Dirty Dancing" e os caras tentam ajudá-la a sair dessa vida de fossa. Eu sei que isso é um resumo bem miserável, mas não estou acostumada a fazer isso com episódios de seriados! Enfim. Não pude evitar, eu gostei muito da Jess. Quando a Zooey quer, ela pega sua luzinha interior e deixa brilhar, brilhar e brilhar e é uma coisa bonita de se ver. Ela faz a Jess e seu jeito "Jess" de ser de uma forma natural e dá vontade de ver mais. Os meninos também se saíram bem, são simpáticos e se completam com suas características próprias. Também tem outra personagem, Cece (Hannah Simone), a amiga modelo da Jess, mas ela não fez grande coisa. Mas parece ser gente boa. Vamos ver no futuro. O final do episódio foi fofo (talvez um pouco forçadinho, mas fofo) e, no geral, achei que foi um bom começo.

1x02 - Kryptonite

"Que bruxaria é essa???" foi o que eu pensei quando esse episódio começou e percebi que o Coach tinha dado o fora. Pois é, crianças, não se apeguem ao Coach, porque ele dá o fora!
O ator saiu depois do piloto e eles trocaram completamente o personagem. Agora, temos Winston (Lamorne Morris), que acabou de voltar depois de um tempo jogando basquete na Latvia. Bem-vindo, Winston! Eu acabei gostando dele também, mais até do que do Coach. E é o Winston que tá na foto do poster acima, então, acho que é com ele mesmo que seguimos nessa bagaça. Esse episódio foi um pouco mais bobinho, a Jess acidentalmente quebra a tv dos caras (mesmo gostando dela, acho que encarnaria meu Rocky Balboa interiror se fosse com a minha tv!) e se vê obrigada a enfrentar seus medos e pegar suas coisas (incluindo sua tv) na casa do ex, que realmente é muito babaca. Mesmo não tão legal quanto o piloto, é um episódio divertido.

1x03 - Wedding

Todos eles vão para o casamento de... hã... bem, de duas pessoas que eles conhecem por algum motivo que não é explicado e nem tem importância, e como a Caroline, ex do Nick, vai estar lá, ele pede para a Jess fingir ser sua namorada. O Winston está trabalhando como anfitrião do casamento e tem que competir por essa função com um moleque pentelho e o Schmidt tenta ficar com uma moça bonita, mas é perseguido por uma moça bizarra com quem ele sempre acaba transando em casamentos. O pobre Nick-Tom-Hansen-feelings bêbado foi engraçado e a dança da galinha foi um belo momento solene. É, solene.

1x04 - Naked

Nick tem um encontro marcado com uma garota bonita e meio esquisita (eu gosto disso nessa série: todo mundo é ou esquisito, ou bizarro, ou simpático, ou irritante... ninguém é sem sal) e tem um momento de dança pelado ao som de reggae em seu quarto para... aumentar a confiança, eu acho. O negócio é que a Jess entra na hora, vê as coisas que não deveria e dá uma risadinha de pânico. Isso deixa o Nick beeem inseguro, e eles passam o episódio tentando resolver isso. Mas a situação meio que piora. O Winston tenta se atualizar no que aconteceu na cultura pop enquanto ele tava na Latvia e o Schmidt fica meio deprê ao perceber que é o único que ainda não viu os bagulhos do Nick. É. Não foi um episódio muito engraçado, teve mais discussão mesmo, mas teve seus momentos inspirados, como a dança mencionada e um flashback de quando o Schmidt era uma criança gordinha que se vestia de coelho. *-*

Meu verdicto atual para "New Girl" é que sim, vale a pena continuar acompanhando. É divertida, é cute, os personagens são humanos e bacanas e a Jess tem vestidos tãão lindinhos. Aguardarei os próximos episódios.

Olha só... meu coração já se sente mais aquecido por ter dado uma chance a um seriado!
Que venham mais! E eu não tenho certeza de quais serão! Mas semana que vem vamos descobrir.

That's all, folks.
See ya o/

domingo, 19 de junho de 2011

Se Beber, Não Case! Parte II: Por um rock and roll mais alcoólatra e inconsequente



*Conversa entre Marcela e sua consciência blogueira*
Consciência: Então... essa é o quê, a terceira semana que você não faz Top 5?
Marcela: Hum... *conta debilmente nos dedos* é... acho que é isso, sim.
Consciência: E isso não te incomoda?
Marcela: Ah, claro que incomoda, mas, você sabe, tem que ter criatividade, não quero fazer qualquer...
*Consciência interrompe rudemente*: Então, isso aqui virou a festa do caqui?? Não tem mais Top 5, não tem mais resenha, só tem você tagarelando sobre o vestibular, a ressaca, escrevendo medonhas conversas esquizofrênicas... acha isso bonito??
Marcela: *longo silêncio* "Festa do caqui"? Sério?
Consciência: Ah, vá à m*rda!
Marcela: Depois da senhora.
*Marcela realmente espera que medonha conversa esquizofrênica não tenha feito o leitor desistir de ler a resenha*

Olá! Apesar de parecer que eu enlouqueci de vez, na verdade, estou entrando nos eixos de novo, enfim. Quanto ao Top 5: acho que é melhor fazer da criança uma seção quinzenal. Assim eu não preciso ficar dando desculpa toda semana eu tenho mais tempo para pensar nos temas e o blog não fica "aglomerado" de Top 5.
Mas, chega de enrolação, vamos à resenha de hoje, que serve como "encerramento oficial" para toda essa bagunça insana de vestibular/estresse/pressão/ressaca pelo menos, por enquanto. E de bagunça insana e ressaca, esse filme entende.



Já comentei por aqui como eu estava com vontade de ver esse filme. Quando o trailer do primeiro "Se Beber, Não Case!" surgiu, eu fiquei tipo: "puutz, mais uma comédia idiota e sem graça...". Fiquei um bom tempo sem ver o filme. Aí, eu fui ouvindo/lendo vários comentários positivos e comecei a me animar. No fim das contas, aluguei o DVD ano passado e, bah... amei. Amei mesmo. Não era idiota (pra mim, "idiota" e "absurda" são coisas diferentes) e muito menos sem graça. Eu simpatizei muito com os três protagonistas desmemoriados e ri litros com as confusões em que eles se meteram por Las Vegas em sua busca pelo integrante desaparecido. Para quem não conhece, um resumo simplório da trama do primeiro filme: quatro amigos vão para Las Vegas para a despedida de solteiro de um deles e, no dia seguinte, três deles acordam em um quarto de hotel detonado sem fazer a menor ideia do que aconteceu na noite anterior e, pior: o noivo sumiu.

Uma coisa que eu gostei muito, tanto nesse, quanto na sequência, é que o filme não tenta passar nenhuma lição de moral. Às vezes, quando uma comédia tem um temática um pouco mais infantil (como "O Mentiroso", do Jim Carrey), eu até entendo umas liçõezinhas de moral aqui e ali, mas, em filmes da linha de "Se Beber, Não Case!", isso fica ridículo, e ainda bem que escapam dessa: se alguém aprende alguma coisa com esse filme (personagens e público) é que a vida foi mesmo feita para ser curtida.


"Fuck the police!"

Tá aí a explicação para a frase no título do post. "Por Um Rock And Roll Mais Alcoólatra e Inconsequente" é o nome de uma música do Rock Rocket, uma banda nacional (jura? Pelo título da música, achei que fosse portuguesa :P) legal que fez mais sucesso há poucos anos. Achei que tinha a ver com "Se Beber, Não Case! Parte II", apesar de não ter muito rock na trilha sonora (que, mesmo assim, é muito boa).
De qualquer forma, lá fui eu, ontem, para o cinema, com toda a animação que não tive com o primeiro filme. E, bah... amei também. Ok, não tem como negar, nem como fugir da armadilha: é muito mais um remake do primeiro do que uma sequência. Até porque o primeiro terminava muito bem, sem gancho para continuação. Mas, se é um remake, é um como mais remakes deveriam ser: cheio de coisas que incrementam e melhoram a trama do original e sem perder a essência. Além de ser super legal! Para falar a verdade, eu veria essa sequência de qualquer jeito, só porque eu estava com saudade do Phil, do Stu e do Alan. Sério, eu poderia ver um seriado sobre eles. xD



Bem, SEM spoilers deste ou do primeiro filme (exceto o de que eles acabam achando o noivo, porque, afinal, ele aparece neste também), vamos à história.
Desta vez, é Stu (Ed Helms) quem vai se casar, na Tailândia (país de origem da família de sua noiva). Assim, com suas respectivas esposas, Phil (Bradley Cooper - hotilicious *-*), Doug (Justin Bartha, o noivo do original) e Alan (Zach Galifianakis), viajam para lá, apesar deste último só ter sido convidado a pedido de sua família (ele é cunhado de Doug).
O começo é meio fraco, com o clichê do "pai da noiva que não gosta do futuro genro" e uma piada estendida por um tempão de que Alan não vai com a cara do irmão da noiva, Teddy (Mason Lee), já que ele "não faz parte do bando de lobos".

Mas, cena vai, cena vem, Stu, ainda traumatizado pelos eventos do primeiro filme e determinado a ter um simples brunch como despedida de solteiro, acaba aceitando tomar umas cervejas com os caras em volta de uma fogueira, só por alguns minutos, mais por insistência da noiva para que ele se divirta e que pede para eles levarem Teddy (que tem 16 anos e já está na faculdade de Medicina!) junto, já que o moleque nunca sai.
É o que basta para o caos se instaurar mais uma vez.



Na manhã seguinte, Phil, Stu e Alan acordam em um quarto realmente trash (o outro era um quarto luxuoso, só estava detonado), descobrem que estão em Bangcoc, que Alan teve a cabeça raspada, que Stu tem uma tatuagem na cara, que Doug foi para o hotel mais cedo e está bem, que eles não lembram de nada do que aconteceu e que Teddy está desaparecido.
Ah, e que tem um macaco no quarto. Pelo menos, não é um tigre. :P

A partir daí, é aquela coisa: o pânico e desespero dos protagonistas durante sua busca frenética, agora, na parte pobre de uma cidade cuja língua eles não falam e tendo que enfrentar uns problemas bizarros bem mais graves do que os da primeira vez. Tudo, é claro, antes que chegue a hora do casamento.

Vou logo mandar os pontos negativos. Um deles eu nem sei se chega mesmo a ser um ponto negativo, mas é a repetição de elementos do primeiro filme, em detalhes mesmo, como o possível sequestrador (agora na pele de um Paul Giamatti tão gordo que eu até assustei), pessoas levando porrada quando estão distraídas, pistas encontradas nos bolsos, o "número musical" do Stu e outros afins. Mas isso não me incomodou muito. Sei lá, essas coisas são legais, acho que estão muito entranhadas com "Se Beber, Não Case!" para o filme ser feito sem elas. Já uma coisa que me incomodou um pouco foi a apelação. Se no primeiro quase não tinha baixaria, nesse apelam para algumas piadas escatológicas e partes íntimas à mostra (para todos os, hã, gostos). Nada contra sacanagem, mas é um sinal de que não conseguiram manter um nível de piadas inteligentes o tempo inteiro. Até a própria presença do macaco como "bicho engraçado" é forçadinha. Se aqui implicaram  com os macaquinhos ladrões de "Rio" (como se eles fossem ladrões por serem brasileiros, e não por serem, hum, MACACOS e ser isso que os símios fazem :P), imagino o que dirá a população de Bangcoc sobre um macaco que trafica e fuma O.o.

"Oh, it's a monkey!"


Mas isso é muito pouco para tirar o mérito da obra (ooh, "obra", que chique). Apesar de reclamar do macaco, confesso que o bicho é mesmo engraçado (tenho vontade de rir só de olhar pro gif acima xD) e o filme tem muitas cenas hilárias. O ritmo é ótimo, a ação nunca pára e o suspense está presente mais uma vez, afinal, o que terá acontecido com Teddy? Como terão os amigos sido drogados de novo? Oh... *musiquinha de mistério*

O elenco é maravilhoso e continua muito bem entrosado. Eu vi o Zach Galifianakis pela primeira vez no "Tru Calling" (acho estranho eu estar comentando sobre esse seriado de novo...) e não fazia ideia de que o gordinho que fazia um personagem tão certinho na série podia ser tão engraçado! Eu passo mal com as tiradas e trejeitos do Alan, ri litros com a cena em que ele tenta segurar o choro depois de uma pequena tragédia. Ed Helms, o Stu, também está impagável (apesar de que foi meio difícil me acostumar a vê-lo com todos os dentes), me identifico com qualquer um que tenha o hábito de soltar cômicos gritinhos agudos diante de uma situação desesperadora. E o Bradley Cooper também está lá, carismático e gostoso, e o Phil continua Pollyanna (sempre vendo o lado bom/divertido das coisas) na medida do possível, mesmo as coisas estando mais hardcore.
Também tenho que mencionar o Ken Jeong como o Mr. Chow, muito mais engraçado do que no primeiro filme.




No fim das contas, "Se Beber, Não Case! Parte II" obviamente não tem aquele sopro de surpresa bem-vinda do primeiro, mas ainda tem a magia (acho essa palavra tão brega e fofa *-*) e com certeza vale a pena ser conferido. No conjunto da obra, o original é melhor, mas achei que as confusões deste fazem as do primeiro parecerem light.

Para encerrar esta resenha monster, alguns comentários: quem foi o gênio que teve a ideia de traduzir "The Hangover" ("A Ressaca") como "Se Beber, Não Case!"?? E depois surgiu um filme chamado "Hot  Tub Time Machine" que traduziram como... "A Ressaca"!!! Eu, hein...
Enfim, como eu nem sempre tenho a chance de resenhar filmes que são lançamentos, vou aproveitar e dizer logo: os interessados em passar umas duas horinhas divertidas pacas, corram para o cinema! E, quem não viu o primeiro, corra para a locadora! Tenho que concordar com o pessoal que disse que é uma das comédias mais legais dos últimos tempos.

Finalmente, declaro encerrada a semana da ressaca e instalada a "normalidade" (aham...) neste blog! Eeeh \o/
Fiquem com o trailer:



See ya o/


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Opúsculo - a paródia, de The Harvard Lampoon


"She wants to touch me, whoa oh
She wants to love me, whoa oh
She'll never leave me, whoa oh whoa oh oh oh"
Don't Trust Me - 3OH!3


Hello! Depois de um tempinho afastada da blogosfera por causa da equação vestibular+gripe+preguiça from hell, eis que estou de volta com mais uma resenha. E também para pedir desculpas pelo Top 5 não ter saído sexta passada, mas amanhã ele estará aqui, meigo e gracioso, e espero não atrasar mais com essa bagaça.

Para começar a falar de "Opúsculo - a paródia", primeiro tenho que resumir brevemente minha relação com "Crepúsculo". Bem, the thing is: acho que é ruim, mas não a maior porcaria do mundo. Li o primeiro para conhecer, o segundo para tentar ir até o fim da saga (esse troço de "saga Crepúsculo" sempre me faz rir litros xD) , mas ainda não consegui encarar o terceiro e o quarto. Talvez eu os leia, um dia. Para desencargo de consciência.

Mas eu acho mesmo impressionante como uma história tão trash acabou fazendo um sucesso tão grande. Ou se, há alguns anos, você ouvisse a frase "a trama é sobre uma menina songa-monga que se apaixona por um vampiro que brilha no sol", você não acharia que se parece mais com um roteiro de filme B escrito por um maconheiro do que com um fênomeno mundial? Eu acharia. Na verdade, ainda acho.

Talvez eu não deteste "Crepúsculo" porque o li em uma época em que eu não tinha muita coisa com o que comparar. É triste, mas, aos 14 anos, minhas leituras se resumiam a Goosebumps e três (só TRÊS!) livros do Harry Potter. Então, o simples fato de que eu estava lendo alguma outra coisa, já era bom o suficiente. Por isso, mesmo cheio de defeitos (protagonista insuportável, personagens mal construídos, falta de história, vampiros cintilantes e outras coisas estranhas), "Crepúsculo", para mim, ficou parecendo mingau. Mingau não é a pior comida do mundo, mas praticamente não tem gosto. Sabe? Você come quando não tem nada melhor para comer, não ama, não odeia, é só... mingau.

*Momento já-que-estou-aqui-vou-viajar-um-pouco*: acho que "Crepúsculo" seria mais legal se a Stephenie não tivesse inventado de chamar suas criaturas de "vampiros", porque de vampiros eles só tem... bem, na verdade, nada. Tá, eles bebem sangue. De animais. Eu como carne de animais, mas não acho que isso faça de mim uma vampira. Ficaria melhor se Edward e cia. fossem... "elfos alternativos". Eu acho que fica muito mais fácil de imaginar um elfo alternativo que brilha no sol, bebe sangue de Bambi e vive numa casa de vidro no meio da floresta do que um vampiro fazendo essas coisas... mas aí, provavelmente, não faria tanto sucesso, além de reclamarem que ela destruíu a mitologia dos elfos, então, deixa pra lá...

Encerrando essa parte de "Crepúsculo e eu - a história não contada", antes que eu comece a divagar sobre lobisomens marombeiros, vamos logo ao que interessa.
Com o sucesso da saga (aah, é legal demais!) mundo afora, logicamente, surgiram elas: as amadas e odiadas paródias.

A que ganhou mais visibilidade, provavelmente, foi aquele filme "Os Vampiros que se Mordam", que eu ainda não assisti, mas, depois de conferir o trabalho da dupla de torturadores cruéis diretores e roteiristas, Jason Friedberg e Aaron Seltzer, em "Super-Heróis - A Liga da Injustiça" (só de escrever o nome desse bagulho, lembro da dor da perda daqueles 87 minutos que JAMAIS recuperarei...), estou mais para "não, obrigada". Mas, talvez, um dia, eu acabe vendo. Ora, nunca diga nunca, não é mesmo? Não é mesmo...?



Provavelmente, a única situação em que eu veria "Os Vampiros que se Mordam"

No campo da literatura, o destaque ficou por conta de "Opúsculo - a paródia", uma brincadeira de 142 páginas que começa bem legal, mas, da metade em diante, vai perdendo o fio da meada. E perdendo feio.

A, hã, história: uma garota chamada Belle Goose muda-se da ensolarada Phoenix para a fria e nublada cidadezinha de Switchblade, para morar com seu pai. Na escola, ela conhece o isolado  e não tão misterioso Edwart Mullen, um rapaz nerd que, depois de alguns acontecimentos, leva-a a crer que é um vampiro - apesar de não ter nada, absolutamente NADA que faça uma pessoa normal chegar a uma conclusão dessas sobre o moleque.

Belle Goose é o retrato perfeito do que seria Bella Swan sem as tentativas (quaqua, fail) da Stephenie Meyer de torná-la uma personagem simpática. Chata pra caramba, um pouco menos monga e arrogante até o talo, Belle acredita que a preocupação maior de Switchblade inteira é saber mais sobre ela. Algumas das melhores partes do livro são as em que a moça, à partir de algum comentário totalmente aleatório de um menino, fantasia que ele está apaixonado por ela. Acho que isso é muito mais realista do que os garotos todos realmente babando por um ser com toda a sensualidade e carisma da Bella...

*Trecho retirado da página 16*:

"Quando o sinal tocou, o rapaz ao meu lado previsivelmente voltou-se para mim e começou a falar.
- Com licença - ele disse, esperando que eu me apaixonasse por ele ou algo assim. - Sua mochila está no meu caminho.
Eu sabia. Ele era totalmente o tipo 'sua mochila está no meu caminho'."

O Edwart, bem, ele não tem muito a ver com o Edward, mas como um garoto esquisito e nerd que acaba entrando no jogo de uma garota maluca que acha que ele é um vampiro, para que ela continue interessada por ele, ele é até um tanto fofo. Só um tanto. De certo modo.

Todas as cenas em que zoam de forma inteligente algum dos absurdos de "Crepúsculo" são bem divertidas, e chegam até a brincar com os vícios de escrita forçados e exagerados da Stephenie.
Mas, infelizmente, o livro também tem defeitos e não são poucos. O maior deles é o excesso de nonsense. Enquanto algumas piadas se encaixam na trama, outras surgem do nada, sem o menor motivo de existir, não são engraçadas, nem divertidas, só bizarras, como quando a Belle faz uma raspadinha gigante (!!), ou as mudanças na descrição física do Edwart. 

O mais estranho acontece perto do final, quando parece que os caras esquecem que estão parodiando "Crepúsculo" e começam praticamente a contar uma história independente. Sei lá se alguém faz questão de não saber como isso termina, mas, como eu faria (hihi, realmente detesto spoilers), não vou revelar nada demais aqui, e só dizer que a zona generalizada começa mais ou menos à partir da cena do cemitério.

Outro problema grave é que, se você não tiver lido "Crepúsculo", provavelmente não vai achar graça nenhuma. Não basta ter visto o filme ou saber o básico da história: a maioria das piadas é sobre coisas bem específicas, detalhes que só são marcantes para quem leu. Isso é um master fora bem comum hoje em dia. Mas, você vê, o Tarantino, por exemplo, enche os filmes dele de referências, e, se você entendê-las, ótimo, mas, se não entender, não prejudica em nada a diversão! 

Bem, no fim das contas, "Opúsculo - a paródia" é um livro... legalzinho. Inho, inho.
Acho que tem gosto de sopa que, diferente do mingau, tem um pouco de sal, mas também não é grande coisa.
Algumas piadas boas não compensam por várias piadas idiotas e, zoação de "Crepúsculo" por zoação de "Crepúsculo", ainda tem muito vídeo amador no youtube que faz melhor.

That's all, folks.
See ya o/

 




quinta-feira, 19 de maio de 2011

(500) Dias com Ela: Que seja infinito enquanto dure


Hello! Bem, eu estive pensando, este pequeno blog já tem quase um mês de existência (own, meu bebê *-*) e sabem o que ainda estava faltando?

*Eu sei, eu sei!*
Sim, moça na primeira fileira, pode falar!
*Uma resenha de fiiilme!!!*
Excelente! Produção, arrumem um brinde para ela!
(depois eu não sei por que me chamam de esquizofrênica...)

Mas, er, enfim, é isso mesmo, uma resenha de filme. O que é meio estranho já que, por mais que eu seja louca por livros, os filmes foram meu primeiro amor, desde os primórdios, quando nem a literatura nem a música importavam muito.

Resolvi, então, começar por um dos meus filmes favoritos. Pelo menos, é minha comédia romântica favorita. "(500) Dias com Ela" (ou "(500) Days of Summer", trocadilho legal que obviamente morre no título nacional) é a história sensível, realista, divertida, triste, envolvente e complicada dos 500 dias de amor e ódio entre Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) e Summer Finn (Zooey Deschanel).

Tom, apesar de ser formado em Arquitetura, trabalha numa empresa que produz cartões (pra datas comemorativas e shit like that). É lá que ele conhece Summer, a nova assistente de seu chefe. Sentindo-se atraído pela moça desde o início, ainda mais depois de descobrir que ela gosta de The Smiths (realmente, isso é um fato que sempre faz aumentar a atração de uma pessoa pela outra, pelo menos pra mim *-*), o rapaz passa a se aproximar cada vez mais dela, até que, ta-dah, eles estão em um relacionamento. O problema: Tom está perdidamente apaixonado. E Summer não quer nada sério e nem acredita em amor verdadeiro.

"To die by your side is such a heavenly way to die..."


A história dos dois não é mostrada em ordem cronológica. No comecinho do filme, o namoro já está terminado e Tom está super deprimido. Depois, volta no tempo para mostrar como eles se conheceram, e segue com essas idas e vindas temporais, alternando entre momentos felizes e melancólicos, trocas de carinho e brigas, praticamente como se fosse um mosaico da relação.

E é uma relação linda de se acompanhar. Juras de amor eterno podem ser muito bonitas quando bem feitas (quando são mal feitas e exageradas ficam um porre...), mas tem algo de especial em conversas simples entre os membros de um casal sobre o que eles tem em comum, ou sobre as coisas que eles contam um para o outro e para mais ninguém, e no mundinho de brincadeiras e piadas internas que eles criam para si (atenção - épica cena da loja de móveis). São algumas das demonstrações de afeto que eu mais gosto de ver, e dão uma receita tão gostosa! Felizmente, ao contrário de muitos romances, "(500) Dias com Ela" não erra a mão no açúcar. 


Outra coisa que eu adoro no filme é a criatividade. A cena do "musical da felicidade" que o Tom protagoniza depois da primeira noite de amor com a Summer já é clássica, com o povo dançando animadão pela cidade, assim como a da "expectativa vs. realidade". Até as animações que aparecem para marcar os dias dão um toque especial, uma sensação de algo único.

E o elenco, bem... o elenco é excelente. Joseph Gordon-Levitt é um rapaz garboso, estranhamente parecido com o Heath Ledger, do qual eu sempre gostei, desde outra ótima comédia romântica, "10 Coisas que Eu Odeio em Você", e do seriado "3rd Rock From the Sun" (alguém lembra disso?? Era sobre um grupo de ET's que vivia infiltrado entre os humanos xD). Ele faz do Tom um personagem gente fina e carismático e, mesmo com seus defeitos, é muito fácil simpatizar com ele.
A Zooey Deschanel é uma moça um pouco overhypada, mas, ainda assim, gosto dela. Acho que ela tem seus altos e baixos como atriz (um robô teria se saído melhor do que ela em "Fim dos Tempos"), mas a Summer, com certeza, é um dos altos. Sabe quando o ator ou atriz se encaixa no papel, tão bem que é difícil imaginar o personagem na pele de outra pessoa? É o caso da Zooey com a Summer. Ela conseguiu ser tão adorável quanto detestável, fazer o público enxergar a Summer com todas as virtudes e problemas que o Tom vê nela.
Além dos dois, também tem o elenco de apoio, com os amigos engraçados do Tom, o chefe "ex-marido da Old Christine" e a Chloe "Hit Girl" Moretz, como a irmazinha fodona.



Também não posso deixar de mencionar a química que os protagonistas têm entre si. É uma coisa tão natural e bem fluída que você chega a acreditar que eles são um casal de verdade e estamos invadindo a sua privacidade, fazendo parte de sua história.

O final é um caso de ame ou odeie. Eu, particularmente, amo.
E nem vou me aprofundar muito na questão "Summer é uma bitch ou não?". Eu acho que não, mas vejam e tirem suas próprias conclusões!

"(500) Dias com Ela" não é um filme sobre um amor maior que a vida e as montanhas que ele move, é um filme sobre um amor que faz parte da vida e as pessoas que ele afeta, com tudo de bom e de ruim que tem a oferecer.



Bem, acho que é isso. Minha missão de fazer a primeira resenha de filme está cumprida e já é hora de eu me recolher. Deixo vocês com dois vídeos:

O primeiro é o "Cinemash Sid and Nancy", uma brincadeira (infelizmente sem legendas) que provavelmente tem mais graça e sentido para quem viu o filme, mas como é muito foda e vale a pena ser visto de qualquer jeito, vou colocar aqui - e não se preocupem, não tem spoilers do filme (mas não veja se você não quiser saber o que aconteceu com Sid Vicious e sua namorada Nancy...).



O segundo vídeo é o bom e velho trailer:




See ya o/

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